Este é um espaço dedicado para debatermos temas de saúde e fitness recorrentes na mídia e no dia-a-dia das pessoas derrubando alguns mitos que foram construídos
Lendo uma entrevista do Dr. Nicolas Perriconi, um dos papas da dermatologia e um grande "vendedor" de produtos para a pele, fiquei muito impressionado a sua sinceridade ao afirmar que o mais importante para se obter uma pele bonita, são os processos que ocorrem de dentro para fora do corpo. Ou seja, tudo que é estimulado por uma alimentação correta, que acaba propiciando uma renovação constante dos tecidos.
Na busca por um abdômen sarado, muitas pessoas chegam a passar meia hora fazendo abdominais em aulas que parecem intermináveis ou até mesmo exageram fazendo 2.000 repetições do exercício. O que elas não sabem é que bastam poucos minutos para obter o resultado desejado.
O músculo abdominal pode ser trabalhado de maneira eficiente com três a quatro séries, que variam de 15 a 20 repetições, duas vezes por semana. “Quem fala que faz acima de 300 abdominais ou está mentindo, ou está fazendo o exercício de maneira errada”,
Existem diferentes tipos de abdominais, sendo que uns são mais eficientes, seguros e fáceis que outros. E o melhor: não é preciso ir a uma academia para se exercitar. “É possível fazer abdominais de forma eficiente e segura no chão de casa”.
O músculo abdominal é dividido em quatro partes: o reto abdominal (localizado na frente do abdômen), o oblíquo interno e o externo (laterais) e o transverso, responsável por proteger as vísceras. Se a pessoa tiver a orientação correta, com um tipo de exercício ela trabalha toda a parte da frente, obtendo resultado também nas laterais. “Não existe comprovação científica de que as aulas de abdominais são eficientes. Então por que gastar mais tempo se você pode fazer o que é preciso em cinco minutos?”
Mas engana-se quem pensa que bastam as abdominais para acabar com a gordurinha localizada. Para perder barriga é preciso dieta e reeducação alimentar. “Exercício abdominal não tira gordura localizada especificamente. Ele contribui para a aceleração do metabolismo do corpo, que faz com que haja uma perda de gordura como um todo”.
A matéria publicada na revista Veja (26/04 – pg 118 a 120), sobre a dieta do baixo índice glicêmico, pode levar o leitor a se confundir na hora de escolher os alimentos. Uma das informações em destaque informa que quanto mais baixo o índice glicêmico, menor a capacidade do alimento em se transformar em gordura. “Deu a impressão de que se conseguirmos baixar o índice glicêmico do alimento ele pode ser consumido cotidianamente. A Pizza e a batata frita, citadas na matéria, só têm baixo índice glicêmico porque estão combinadas com alto teor de gordura, mas na verdade elas, assim, são bombas calóricas e engordam ainda mais”.
O índice glicêmico é regulado pela quantidade e o tipo de carboidrato ingerido. “Quanto mais misturarmos o carboidrato com outros itens, mais baixo será o índice glicêmico. Mas não adianta comer carboidrato com alto índice glicêmico (farinha branca, por exemplo) misturado com alimentos com alto teor de gordura, porque no fim das contas, um efeito anula o outro”.A matéria publicada na revista veja, leva o indivíduo a pensar que comer alimento integral e pizza tem o mesmo efeito”.
A ingestão de fibras, que prolongam a sensação de saciedade, baixam o índice glicêmico da refeição em que elas estão contidas e diminuem a velocidade de liberação do carboidrato. “As fibras funcionam ainda como uma espécie de esponja, porque pelo fato de não serem digeridas pelo organismo, elas levam junto parte da gordura consumida”.